domingo, 30 de setembro de 2007

VIVER COM RESIGNAÇÃO


Viver com resignação
Como seres humanos

Às vezes não compreendemos

Porque tantas dificuldades

Parece que direito não temos

De vivermos uma vida melhor

Que todos nós merecemos



O dinheiro compra tudo

Neste mundo de corrupção

Nesta terra tudo é força

Devemos lutar com resignação

Trabalho, força e humildade

Todas as bençãos alcançarão



A prova maior de Deus

É a nossa inteligência

Que administra a nossa vida

Em perfeita eficiência

Com o nosso bem mais precioso

Que é a nossa consciência



A cada ano que passa

Nas jornadas pela vida

A luta é desesperadora

E deixa marca tão sofrida

Somos filhos de Deus-perfeito

A vitória vem merecida



Que nossas palavras sirvam de reflexão

Nestes momentos angustiados

E que nossos fugazes pensamentos

Nos tragam bons resultados



Sendo assim, já disse tudo

Deixando aqui este recado

Ao grande Deus poderoso

Por tudo, muito obrigado!



Poesia escrita pela aluna Selma de Nóbrega aluna da EscolaProfº Nelson Barros,

noturno Cajazeiras X

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O ÍNDIO GRITA!


" O homem branco, aquele que se diz civilizado, pisou duro não só na terra, mas na alma do meu povo, e os rios cresceram, e o mar se tornou mais salgado porque as lágrimas da minha gente foram muitas".

Cibae Ewororo - ou Lourenço Rondon, índio Bororó, de Mato Grosso.


USAR O PORQUÊ COM HUMOR



Na hora de usar o porquê, o povo faz muitas vezes confusão. Usa junto quando deveria separar, separa quando deveria juntar e assim por diante.
Mas é bem simples: Quando usado no início de frases interrogativas se separa. Você junta quando vai responder algo. E o porquê você usa no lugar de maneira, modo.
Tudo isto são regras da linguagem formal, pois se você escreve junto ou separado a linguística descritiva não lhe condena, o importante é que você comunique algo.

domingo, 16 de setembro de 2007

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO


Há em um dos textos aqui transcrito, a idéia de que ser analfabeto é ser iletrado. Para inicio de conversa não existe iletrado. Todo ser humano é letrado. E para tornar essa idéia bem clara faremos uso de alguns trechos escrito por Marcuschi.

"Letramento é um processo de aprendizagem social e histórica da leitura e da escrita em contextos informais e para usos utilitários, por isso é um conjunto de práticas".

Letramento é conhecer o mundo, portanto o analfabeto é um letrado, ele não "lê" as palavras, os grafemas, mas "lê" o mundo, ou seja, ele "lê": o ônibus, a marca da bebida, entende a novela e a conta, faz compras e leva o produto certo, dar troco, recebe dinheiro... Para o letramento não é necessário uma instituição educacional, e sim aprendizado social. Portanto, retificamos ao afirmar que todo analfabeto é letrado.

"Alfabetização pode dar-se, como de fato se deu historicamente, à margem da instituição escolar, mas é sempre um aprendizado mediante ensino, e compreende o domínio ativo e sistemático das habilidades de ler e escrever."

A alfabetização ocorre em um contexto formal - família, igreja, escola... Há graus de letramentos e ser alfabetizado é um desses graus.

AUTORES E ESTUDANTE RESPONDEM


"O estrangeirismo é um fenômeno natural, que revela a existência duma certa mentalidade comum. Os povos que dependem econômica e intelectualmente de outros não podem deixar de adotar, com os produtos e idéias vindas de fora, certas formas de linguagem que lhes são próprias. O ponto está em não permitir abusos e limitar essa importação linguística ao razoável e necessário. Contido os limites, o estrangeirismo tem vantagens: aumenta o poder expressivo das línguas, esbate a diferença dos idiomas, tornando-os mais compreensivos, e facilita, por isso mesmo, a comunicação das idéias gerais." (M. Rodrigues Lapa. Estilística da Língua Portuguesa. 4ª ed. Rio de Janeiro: Livraria Acadêmica, 1965.)


"A história ensina que a imposição da língua é uma forma de dominação de um povo sobre o outro. O estrangeirismo abusivo é lesivo ao patrimônio cultural e está promovendo uma verdadeira descaracterização da língua portuguesa. Nosso idioma oficial passa por uma transformação que não se ajusta aos processos aceitos de evolução das línguas. Que obrigação tem um brasileiro de entender que uma mercadoria "on sale" está em liquidação." (Aldo Ribeiro, Deputado Federal, PC do B - SP, é autor do projeto de lei que restringe o uso de estrangeirismos.)


O estrangeirismo é essencial. Negar a influência de um idioma sobre o outro é negar a natureza de todas as línguas. Cerca de 70% das palavras do português vêm do latim e o restante, de outros idiomas. Apesar da luta dos puristas de todas as épocas, as línguas vivem em constante aprimoramento. Ainda assim, acredito que uma eventual estratégia de defesa do idioma não deveria ser feita por decreto, mas pela melhoria do sistema educacional.(Maria do Carmo Davino Silva, estudante da UFBA)

BLOGGUEIROS RESPONDAM!!!



O ESTRANGEIRISMO NA NOSSA LÍNGUA


1. Devemos reprimir o uso de palavras estrangeiras?

2. A língua portuguesa está em perigo, em virtude do uso indiscriminado de palavras estrangeiras?

3. É fenômeno passageiro, sem consequência?

4. À invasão dos vocábulos se seguirá a do próprio idioma estrangeiro, depois a de sua cultura e depois ainda a desse país?

5. Deve-se regulamentar o uso de palavras e expressões estrangeiras por meio de uma lei?

6. Deve-se deixar que o relacionamento entre a Língua Portuguesa e as demais siga o curso natural ditado pelo relacionamento entre os povos?

O HOMO SAPIENS

"Segundo Ong (1998, p.10), a sociedade humana primeiramente se formou com a ajuda do discurso oral, tornando-se letrada muito mais tarde em sua história. O Homo Sapiens existe há cerca de aproximadamente 6.000 anos, limitando-se apenas, inicialmente, a determinados grupos sociais. portanto é inegável a importância da língua falada nas sociedades.[...] Contudo, a tradição postula, talvez por influência da gramática greco-latina da Antiguidade Clássica, superioridade da língua escrita sobre a falada, apesar de sua tardia entrada no processo de comunicação." (HEINE, Lícia. Revista do Gelne. Vol. 6-Nº 2 - 2004)